Que saudades que tenho de quando media menos de um metro e meio e ousadia me tornava um gigante. Nunca imaginei que hoje meu coração suplicasse por um dia vivido a 10 anos atrás.A poltrona dos ônibus me levam a refletir o quão a vida é relativa e indecifrável . Agora, aqui largado no chao , com apenas uma roupa intima e mais nada, sinto vontade de sair como estou na rua , tomar banho de chuva ( que cai la fora ) e fazer barquinho de papel, companhando -o ate que meus olhos o perca.
O mais engraçado é que minha vida se tornou esse barquinho de papel, que um dia eu fiz e seguia-o na correnteza da água , sem destino traçado, sem ao menos um marinheiro ou uma vela. Esbarrando nas folhas secas que caim das arvores,nas pedras e objetos que atrapalhavam seu caminho, e muitas, muitas vezes caindo nos buracos e vielas , onde estagnava e esquecia que um dia sonhou em chegar ao mar aberto.
Ser como um barquinho de papel, feito de um folha não mais utilizada, cheio de letras ,desenhos e números. As vezes amassado, tirado do lixo cheio de rasgos,outras, pintado , desenhado ou até em branco , deixa-me mais convicto de que todos somos ocos,sozinhos e verdadeiros palhaços , que a priore faz da felicidade um brincadeira de infância , de fim , um esquecimento eterno, preso a hipocrisia contemporânea , cujo o verdadeiros sentimentos não passam de maquiagens compradas a varejo.

Muito lindo e nostálgico.
ResponderExcluirSeu blog ta lindo.
Beijão. Edna.
Obrigado Edna, pra mim é de grande valor uma opinião tão impar, como é a sua.
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